
O primeiro passo para a certificação ONA (Nível 1) foca na “segurança”. Este artigo detalha como estruturar um inventário de equipamentos funcional, definir a criticidade dos equipamentos e, principalmente, como consolidar as evidências que os auditores exigem na prática, de um modo mais objetivo e simples, evitando documentações desnecessárias.
Muitos gestores acreditam que começar o processo de acreditação da ONA significa gerar pilhas de documentos. No entanto, para o Nível 1, o foco é pragmático: Segurança. Na manutenção laboratorial, isso significa garantir que você sabe exatamente o que tem, onde está e qual o risco que cada item representa para o paciente se falhar.
ID Único (Tag): Um código único que diferencie aquela máquina de qualquer outra.
Descrição e Localização: O que é o item e em qual bancada/sala ele opera.
Fabricante e Modelo: Informação essencial para busca de manuais e suporte técnico.
Abaixo segue um exemplo básico e funcional:

Para unificar as informações uma maneira eficiente é:
Nem todo equipamento tem o mesmo peso. A ONA exige que você gerencie riscos, e a criticidade é o filtro que define onde a manutenção deve agir primeiro.
Método de 3 Níveis:
O auditor precisa entrar no laboratório e, sem perguntar nada, entender se uma máquina está pronta para uso ou não.
Etiquetagem de Status: Selos coloridos simples (Verde para Liberado / Vermelho para Defeito).
Segurança Básica: Verificação de cabos, aterramento e ausência de “gambiarras” elétricas.
Este é o ponto crucial: para a ONA, um item só é considerado “conforme” se ele passar por três tipos de prova simultâneas. Se você diz que tem um inventário, o auditor fará o seguinte:
Evidência Documental (O registro): Ele pedirá para ver a sua lista de equipamentos e a matriz de criticidade (pode ser em Excel, sistema ou papel). Ele checa se os dados batem com a realidade.
Evidência por Observação (O campo): Ele escolherá um equipamento aleatório no laboratório. Ele verificará se aquele item tem a etiqueta de identificação correta e se o status visual (verde/vermelho) condiz com o que está no registro.
Evidência por Entrevista (O conhecimento): Ele abordará o técnico ou o operador e perguntará: “Se esta centrífuga quebrar agora, como você sabe se ela é prioridade sobre aquele agitador?”. Se o funcionário souber explicar o conceito de criticidade que você definiu, a evidência está consolidada.
Implementar o alicerce não é sobre escrever manuais, é sobre conhecer e sinalizar o parque tecnológico. Quando o inventário é real, a criticidade é entendida pela equipe e a identificação visual está nas máquinas, o laboratório já cumpre os requisitos fundamentais de segurança para a manutenção no Nível 1.
No próximo artigo, avançaremos para o rigor técnico: Como criar Planos de Manutenção e Calibração que garantem a precisão dos resultados.
Como engenheiro mecânico, especialista em planejamento e controle de manutenção (PCM) pela maior academia de gestão de manutenção da américa latina, Engeteles Academy, devo te orientar a fazer seu máximo, estude por livros, cursos ou workshops, pois a gestão da manutenção envolve várias dinâmicas, e você precisa entender mais sobre o todo para dar soluções mais assertivas.
Hoje venho indicar um livro para abrir sua mente, pois PCM é uma pequena informação no mar da Gestão de Manutenção. Quero que você se torne o melhor, abaixo indico o primeiro livro da sua jornada, ele contém coisas que eu não esperava que aprenderia ou até mesmo, que existia. Vamos em frente!