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Tempo Médio para Reparo

Tudo sobre MTTR

Resumo MTTR

O MTTR (Mean Time To Repair), ou Tempo Médio de Reparo, é um dos indicadores (KPIs) mais vitais na gestão de manutenção industrial e de ativos. Enquanto o MTBF (Mean Time Between Failures) foca na confiabilidade, o MTTR mede a capacidade de resposta e a eficiência da equipe técnica.

O que é o MTTR?

O MTTR representa o tempo médio necessário para reparar um ativo após a ocorrência de uma falha. Ele engloba todo o período desde o início do reparo até que a máquina esteja novamente pronta para operar. Em termos simples: ele diz o quão rápida e eficiente é a sua equipe de manutenção.

Como Calcular o MTTR?

A fórmula para o cálculo do MTTR é a divisão do tempo total de manutenção corretiva pelo número de intervenções realizadas em um determinado período.

MTTR = (Somatória do Tempo Total de Manutenção)/(Quantidade Total de Manutenção)

Exemplo Prático:

mttr formula

Calculadora MTTR

Calculadora de MTTR

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Por que o MTTR é importante?

Manter o MTTR sob controle é fundamental por vários motivos estratégicos:

  • Redução do Downtime: Quanto menor o MTTR, menos tempo o equipamento fica parado, o que aumenta a disponibilidade para a produção.

  • Eficiência da Equipe: Um MTTR alto pode indicar falta de treinamento, ferramentas inadequadas ou processos de diagnóstico ineficientes.

  • Gestão de Custos: O tempo de máquina parada é extremamente caro. Reduzir o tempo de reparo impacta diretamente na lucratividade.

  • Análise de Sobressalentes: Se o tempo de espera por peças é alto, o MTTR sobe, revelando falhas na gestão de estoque e almoxarifado.

  • Tomada de Decisão: Se o indicador de confiabilidade de uma máquina está muito baixo (inferior a 90%), a decisão de parar a máquina para executar a manutenção ou deixar a máquina rodar até quebrar, pode ser usada de acordo com o valor de MTTR, pois se a sua intervenção preventiva/preditiva tiver o tempo maior que tempo médio para reparo das corretivas, é mais viável deixar a máquina falhar (mas lembre-se de avaliar o custo do que vai quebrar na máquina).

Como aplicar o MTTR no dia a dia

1. Padronização de Processos

Se o MTTR varia muito para a mesma falha (avaliação pode ser feito pelo desvio padrão muito amplo), falta um Procedimento Operacional Padrão (POP). Crie checklists e manuais técnicos de fácil acesso para que qualquer técnico saiba o caminho mais rápido para a solução.

2. Treinamento em Diagnóstico

A maior parte do tempo de um reparo costuma ser gasta no diagnóstico (descobrir o que quebrou) e não na troca da peça em si. Invista em capacitação técnica para acelerar a identificação de causas raiz. Quanto mais rápido souber qual é o problema, mais rápido será a ação de manutenção no local correto.

3. Organização de Ferramental e Peças

Aplique a metodologia 5S e organize kits de reparo rápido para as falhas mais comuns. Se o técnico gasta 15 minutos procurando uma chave ou indo ao almoxarifado, o seu MTTR está sendo prejudicado por logística, não por técnica.

4. Análise de Histórico (CMMS)

Use um software de gestão de manutenção para monitorar quais equipamentos têm o maior MTTR. Isso ajuda a decidir se vale a pena continuar reparando ou se é hora de investir no TCO (Total Cost of Ownership) e substituir o ativo.

Dica de Especialista: Um MTTR baixo é bom, mas cuidado para que a pressa não gere “gambiarras” que resultem em novas falhas logo em seguida, o que prejudicaria o seu MTBF. O equilíbrio é o segredo da Classe Mundial.

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Conclusão

O MTTR é uma ferramenta indispensável para medir a saúde da sua manutenção. Ele permite sair do “achismo” e entrar na era dos dados, onde cada plano de ação é fundamentado na realidade do chão de fábrica. Mas lembre-se: vá com calma e analise o contexto antes da decisão ser a partir de um único dado.

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